Falta menos de uma semana para as eleições e ainda não sei em quem votar.

Obviamente não voto Cavaco. Um Presidente que passa 5 anos sem nada fazer e que agora na campanha é que diz que vai fazer isto e aquilo não é credível. Tal com não é credível um presidente que ganha dinheiro de forma obscura com um banco que entretanto vai à falência. E que tem uma casa ao lado dos administradores desse mesmo banco (e que não “se lembra” de onde fez a escritura dela)

Manuel Alegre dificilmente terá, novamente, o meu voto como teve em 2006. Apesar do apoio do PS e do BE, a campanha parece por vezes sem força e Alegre acaba por ter a apoiá-lo o PS que tanto criticou nestes últimos anos.

Fernando Nobre tem a vantagem de não ter o sistema político por trás mas continuo convencido que esta candidatura tem muito de Mário Soares por trás. A campanha de Nobre soa-me com a campanha do BE para as legislativas: populismo – dizer exactamente o que o povo quer ouvir para tentar sacar uns votos dos que estão insatisfeitos.

Francisco Lopes parece ser dos mais coerentes no seu discurso, tendo a desvantagem de ser o candidato do PCP. Há pessoas que continuam a achar que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço. Noutras condições poderia ser a surpresa.

Defensor de Moura aparece nestas eleições porque, enquanto Presidente da Câmara de Viana do Castelo, teve alguns atritos com Cavaco e agora resolveu enfrentá-lo. Luta para não ficar em último.

Por último, José Manuel Coelho. À primeira vista parece a candidatura da palhaçada mas, analisando a fundo, ainda trás alguma substância. Tem conquistado adeptos nos últimos dias mas desconfio que muitas dessas pessoas que concordam com as suas palavras contra “os do costume” acabem por ir votar nesses do costume na hora H.

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