Abstenção

Mais de metade dos recenseados não votou. Desleixo de uns, supostos problemas com o número de eleitor de outros… e cadernos eleitorais desactualizados, não? Custa-me a crer que num país com cerca de 10 milhões de habitantes haja 9.422.835 eleitores inscritos.

Brancos e nulos

É preciso tirar lições destes números. Mais de 6% das pessoas que se deslocaram às urnas votaram em branco ou nulo. É o triplo dos valores normais para estes casos.

Defensor Moura

O desfecho esperado. Último lugar, ainda assim bem acima do que, por exemplo, Garcia Pereira conseguiu à 5 anos.

José Manuel Coelho

A surpresa. Ou talvez não. Um candidato com convicções de esquerda, apoiado por um partido de direita mas que ele próprio diz ser apenas a “barriga de aluguer”. Empate técnico com os votos em branco.

Francisco Lopes

Até tinha um discurso coerente. Mas tinha o PCP por trás, o que para muitas pessoas em Portugal é sinónimo de “Não votar neste”. Perdeu muitos votos em relação à votação de Jerónimo em 2006. Ainda assim veio o tradicional discurso de vitória.

Fernando Nobre

Considerado por muitos um dos vencedores da noite. Seria-o se não tivesse andado nos últimos dias a dizer que queria vencer à primeira volta. É de realçar a sua elevada votação, para um candidato de fora da política mas, ainda assim, muito longe do segundo lugar.

Manuel Alegre

É obviamente o grande perdedor da noite. Não só por não ter conseguido forçar uma segunda volta mas, principalmente, por ter perdido votos em relação a 2006.

Cavaco Silva

Eleito com menos de 25% dos votos dos eleitores recenseados, não deixa de ser o presidente da maioria que foi votar (e são esses que interessam). Começa o segundo mandato muito mal ao atacar tudo e todos. Se quer falar de verdade, eu pergunto: BPN? Casa da Coelha? Alegado caso das escutas?

Citando o El País: “Los portugueses han apostado por el continuismo en tiempos de crisis

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