Se esta senhora acha que os licenciados ganham bem e têm emprego de acordo com aquilo para que estudaram, então desafio-a a:

– da próxima vez que for a um hipermercado pergunte à pessoa que está na caixa, as suas habilitações literárias. Provavelmente é licenciada.

– da próxima vez que ligar para um call center da EDP, PT ou qualquer operador móvel, provavelmente estará a falar com um(a) licenciado(a).

Estes são dois exemplos flagrantes de pessoas que, sendo licenciadas, são completamente exploradas, ganhando muitas vezes o ordenado mínimo e isto se não quiserem ir para o desemprego. E depois, aparecem as notícias dos lucros dos hipermercados, da EDP, ou da PT, com os seus gestores a ganharem milhões, mas à custa da exploração dos seus empregados.

O Governo cada vez mais cria condições para que estas situações se repitam, através da facilidade com que se fazem contratos temporários cada vez mais precários para funções que não são temporárias. Fecham os olhos a empresas que abrem e fecham sempre com os mesmos donos para fazerem a rotatividade das pessoas sem nunca uma empresa ultrapassar os limites da contratação temporária. E as pessoas, ou trabalham segundo estas condições ou vão para o desemprego.

Por isso cara senhora, vá chamar parvo a outro…

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