Quem não tem mais nada que fazer…

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Caros senhores jornalistas, será que não têm mais nada que fazer do que fazer actualizações do estado de saúde de uma pessoa internada no hospital? Desde sábado que temos sido bombardeados com notícias sobre o Angélico Vieira. Eu nada tenho contra o rapaz, senão condenar o facto de conduzir a alta velocidade e sem cinto de segurança. Mas é preciso toda esta palhaçada? E depois inventa daqui, inventa dali, o estado de saúde parece que muda como vento, morto cerebral, afinal abre os olhos e reage, morto cerebral novamente.

Não sendo eu médico, é óbvio que traumatismo com perda de massa encefálica e várias fracturas cervicais, este terá sido o melhor desfecho. Sim, porque o Angélico que todos conheciam morreu no sábado.

Não posso deixar de condenar toda a histeria que se gerou com miudas a chorar à porta do hospital. A culpa não será só delas, obviamente, mas dos pais que as deixam prestar a tais figuras. Efeitos práticos nos jovens? Nenhum! Mais cuidado na estrada? Claro que não. O próprio Angélico já tinha perdido um amigo num acidente à poucos anos. De nada lhe valeu.

Não posso deixar de criticar igualmente a decisão da família de não permitir a doação de órgão. Com o filho morto (e não esquecer que matou outro amigo) o mínimo que poderiam fazer era ajudar a salvar outras vidas.

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A encher os bolsos

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Continuo sem perceber porque é que em Portugal, quando se sabe que alguma coisa de ilegal acontece, as coisas morrem por ali. Não há investigações, não há culpados, não há reposição das verbas desviadas. O crime compensa.
Segundo um relatório da Inspecção Geral de Finanças, no Ministério das Finanças não há qualquer controlo sobre o que se paga e a quem se paga, pagando a quem deve e a quem não deve, a quem merece e a quem não merece. Em que é que isto vai dar? Aposto que em nada!
Ainda segundo o mesmo relatório, um terço dos bolseiros que receberam ajudas do Estado para tirar um doutoramento, nunca provou que fez o mesmo. No entanto, o dinheirinho lá foi parar aos bolsos. Porque é que as entidades responsáveis por estes financiamentos nunca pediram prova da conclusão do doutoramento? Além da culpa de quem recebeu dinheiro indevidamente, quem permitiu que tal acontecesse e nada fizesse para que esse dinheiro fosse devolvido ao Estado?
Porque é que estas situações continuam a passar impunes, o dinheiro a desaparecer dos cofres do Estado e depois eu, que nada tenho a ver com o assunto, é que tenho de pagar por isso, vendo o IRS e o IVA a aumentar?

 

EDIT: 2011-06-23  19:12:

Mais um caso, agora no exército.

A origem da crise

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Não se aplica só a Espanha…

Justiça: Crónica de uma morte anunciada

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Expliquem-me lá como é que pessoas apanhadas a copiar têm nota 10 só porque não havia data para repetir o exame. Mas repetir o que? Quem é apanhado a copiar, tem zero e terá oportunidade para a próxima vez de mostrar o que vale. Não há cá notas administrativas nem repetições. E ainda há quem ache bem!

Ah.. Mas esperem, estamos a falar da justiça portuguesa, aquela que cada vez mais dá razão aos criminosos e se está a marimbar para a verdadeira Justiça. Assim sendo, a decisão é perfeitamente normal. E está a formar devidamente os futuros juízes para o que eles vão fazer: enterrar ainda mais a Justiça.

Verdadeira ou à medida?

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Um grupo de pessoas deitou-se ontem no Rossio, em Lisboa, por uma "democracia verdadeira". Ora, pergunto eu, o que é uma democracia verdadeira? É aquela em que o povo elege quem nos governa, bem ou mal e goste-se ou não? Ou é aquela que serve os nossos (deles) interesses.
A verdadeira democracia viu-se no fim de semana anterior onde o povo escolheu os deputados para os próximos 4 anos. E, goste-se ou não, sejam ou não os da nossa preferência, é com esses que devemos viver nos próximos tempos. Se queriam mudança a sério, tivessem votado nos outros partidos, aqueles que nunca tiveram a hipótese de mostrar o que valem. Como a maioria votou nos do costume, é com os do costume que temos de viver, mais uns anos.

Para ler e reflectir

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Diz-se que este texto foi escrito por uma senhora de 61 anos, mas como em quase tudo o que anda na Internet, não se sabe se o que se diz é verdade. No entanto não deixo de aconselhar a sua leitura, não só para os da Geração à rasca mas também para aqueles que, amiúde, garantem que antes do 25 de Abril se estava melhor que agora e que o que falta é um Salazar neste país…

«Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.

Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.

Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.

A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.

Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.

Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.

Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.

Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.

As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só…

O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.

As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.

Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.

As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".

Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza… …a viagem de ida.

Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros.
Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.

Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.

Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.

Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos..

Têm brutos carros, Ipad’s, Iphones, PC’s, …. E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!
Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima.
Afinal qual é a geração à rasca…???»

Estão bem um para o outro

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Depois do povo ter eleito um Primeiro Ministro que apenas acabou o curso aos 37 anos e numa Universidade Privada e que de trabalho, só se lhe conhecem cunhas em cargos de administração nas empresas do amigo do PSD [Ângelo Correia], eis que o segundo partido do Governo, corre atrás dos tachos, ou pelo menos a isso apela.

Ai Portugal Portugal…

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