As greves devem (deviam) ser usadas por quem realmente se encontra numa situação precária e que valer os seus direitos. Infelizmente, em Portugal não é assim e quem faz greve são sempre os mesmos, não por causa de direitos que lhes são vedados mas sim por causa das regalias e mais regalias que querem. Os verdadeiros prejudicados com isso acabam sempre por ser, não os patrões, mas as pessoas que nada têm a ver com o assunto mas que dependem, de alguma forma, de quem faz greve.

– Os tripulantes da TAP vão estar 10 dias em greve durante os próximos dois meses. Mais do que a TAP, vai prejudicar todos os que têm férias marcadas e contavam voar nesses dias. Claro que isso não interessa ao sindicato.

– Mais uma vez alguns trabalhadores da CP estão de greve, o que já se torna hábito em Portugal. O curioso é que, ora são os maquinistas, ora os revisores, ora os trabalhadores das bilheteiras. E os comboios param sempre – se não há revisores ou vendedores de bilhetes, deixassem circular as pessoas sem pagar. Mas não, param os comboios e as pessoas que até já tinham comprado o passe e precisam de ir trabalhar, têm muitas vezes de faltar ao trabalho porque não têm alternativas de transporte. Perdem o dinheiro de um dia de trabalho e perdem o dinheiro da viagem, que já pagaram no início do mês.

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