Continuo sem perceber porque é que em Portugal, quando se sabe que alguma coisa de ilegal acontece, as coisas morrem por ali. Não há investigações, não há culpados, não há reposição das verbas desviadas. O crime compensa.
Segundo um relatório da Inspecção Geral de Finanças, no Ministério das Finanças não há qualquer controlo sobre o que se paga e a quem se paga, pagando a quem deve e a quem não deve, a quem merece e a quem não merece. Em que é que isto vai dar? Aposto que em nada!
Ainda segundo o mesmo relatório, um terço dos bolseiros que receberam ajudas do Estado para tirar um doutoramento, nunca provou que fez o mesmo. No entanto, o dinheirinho lá foi parar aos bolsos. Porque é que as entidades responsáveis por estes financiamentos nunca pediram prova da conclusão do doutoramento? Além da culpa de quem recebeu dinheiro indevidamente, quem permitiu que tal acontecesse e nada fizesse para que esse dinheiro fosse devolvido ao Estado?
Porque é que estas situações continuam a passar impunes, o dinheiro a desaparecer dos cofres do Estado e depois eu, que nada tenho a ver com o assunto, é que tenho de pagar por isso, vendo o IRS e o IVA a aumentar?
EDIT: 2011-06-23 19:12:
Mais um caso, agora no exército.

Jun 26, 2011 @ 00:59:35
Ponto 1: as bolsas de doutoramento são atribuidas por um total de 4 anos, mas são renovadas anualmente, renovação essa que está dependente de pareceres favoráveis por parte da instituição em que está integrado o bolseiro e por parte do seu orientador. Logo se o trabalho não estivesse a ser feito a bolsa não seria renovada passado o primeiro ano.
Ponto 2: Os trabalhos que são realizados e a escrita da tese normalmente até demoram mais que os 4 anos, logo doutoramentos iniciados em 2009 na sua maioria não estariam terminados e portanto não há tese para entregar e os bolseiros não estão em incumprimento.
Ponto 3: a legislação de que a notícia fala só entrou em vigor o ano passado, penso que para o caso dos alunos de doutoramento que já cumpriram os 4 anos de bolsa e que de momento trabalham sem receber nada para acabar o seu doutoramento, não se aplique o incumprimento. Na realidade nessa legislação o prazo máximo para entregar a tese é de 6 anos.
Aconselho-o a informar-se mais antes de dar por garantida a informação que é veiculada pelos meios de informação portugueses. Infelizmente ultimamente cada vez me parecem menos credíveis.
Jun 26, 2011 @ 22:21:01
Eu apenas comentei uma notícia. E, em lado nenhum da mesma diz que os doutoramentos começaram em 2009 mas sim, que o dinheiro foi pago em 2009 sem prova dos doutoramentos.
E é uma auditoria das Finanças que regista isso.