Políticos da treta

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Macário Correia, presidente da Câmara de Faro e, até há bem pouco tempo, um fervoroso opositor das portagens na A22 (Via do Infante), veio hoje dizer que as portagens naquela via são inevitáveis e que compreende o ponto de vista do Governo. Bastou o Governo mudar para a sua cor, que a sua opinião mudou totalmente. Então mas ele não deveria, acima de tudo, velar pelos interesses dos habitantes do seu município?
É por estas situações que a política em Portugal é uma merda e isto não anda para a frente. As medidas não são tomadas, defendidas ou criticadas por serem boas ou más mas apenas por serem do partido A ou B. Enquanto isto for assim, não vamos a lado nenhum. Mas olhando para os resultados das últimas eleições, é isto que a maioria das pessoas quer…

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Uma dúvida…

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O que é uma “distribuição justa dos sacrifícios“? É aquela onde os políticos fazem o que bem querem com o nosso dinheiro, incluindo metê-lo no próprio bolso através de subsídios e apoios e depois quem recebe um misero ordenado pelo suor do seu trabalho é que paga mais impostos?

A origem da crise

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Não se aplica só a Espanha…

Para ler e reflectir

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Diz-se que este texto foi escrito por uma senhora de 61 anos, mas como em quase tudo o que anda na Internet, não se sabe se o que se diz é verdade. No entanto não deixo de aconselhar a sua leitura, não só para os da Geração à rasca mas também para aqueles que, amiúde, garantem que antes do 25 de Abril se estava melhor que agora e que o que falta é um Salazar neste país…

«Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.

Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.

Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.

A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.

Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.

Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.

Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.

Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.

As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só…

O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.

As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.

Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.

As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".

Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza… …a viagem de ida.

Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros.
Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.

Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.

Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.

Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos..

Têm brutos carros, Ipad’s, Iphones, PC’s, …. E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!
Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima.
Afinal qual é a geração à rasca…???»

Democracia à medida

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Portugal ainda é um estado democrático mas, parece que a maioria das pessoas não sabe o que é uma Democracia nem o que é a Liberdade.

Caros portugueses, a mesma Democracia e a mesma Liberdade que vos dão todo o direito de protestar e de fazer greve (*), dão o direito às outras pessoas de não o fazer. E, por mais válidas ou não que sejam as vossas reinvidicações, as outras pessoas também as suas razões para não aderir ao vosso protesto.

Dito isto, acho inadmissível que:

Porta-voz dos camionistas diz que “hoje não vai haver tolerância”

Apedrejamento de camiões na A1 provocou ferimentos numa criança

Camiões apedrejados na A1

Todos estes casos são casos de ameças ou concretizações de atentados contra a integridade física de outras pessoas, que têm o direito de circular na estrada.

(*) Não sei até que ponto esse direito à greve existe ou é legal, uma vez que isto é uma luta dos patrões e não dos trabalhadores.

À rasca vs À mama

2 comentários

Não ponho em causa a manifestação de sábado. Bem pelo contrário, aplaudo claramente o facto de que alguém tenha conseguido mobilizar centenas de milhares de pessoas a lutar contra a precariedade e a exploração no trabalho.
Sim, porque há muitas pessoas que são exploradas nos seus trabalhos, com a concordância das leis do estado e que andam eternamente a contratos a mini prazo, em trabalhos temporários que não o são e a receber o mínimo dos mínimos. E depois há ainda a pressão psicológica, a juntar à incerteza de ter trabalho na semana seguinte. Claro que no final do ano, as empresas para quem prestam serviços têm lucros astronómicos.
Para estes, força! Vamos lutar pelos direitos de todos nós, os trabalhadores que querem poder trabalhar sem a incerteza de não ter o contrato renovado na quinzena seguinte.

Agora o que eu critico é quem andou nas manifs a pedir emprego e a pedir a demissão do Governo. Isto é simplesmente aproveitamento político da situação. Em primeiro lugar, não pode, o Governo, arranjar emprego para toda a gente. Em segundo lugar, o Governo, bem ou mal, está lá eleito pela maioria dos portugueses. E, em democracia, as coisas funcionam assim. Podemos, e devemos criticar e protestar contra medidas específicas que sejam tomadas pelo Governo e que achamos que não sejam as correctas. Não podemos, nem temos sequer esse direito, de pedir a demissão de um Governo eleito democraticamente pela maioria, goste-se ou não dele.

E vamos agora ver o que vai dar isto

Matemática

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É sabido que a maioria dos portugueses tem muitas dificuldades em matemática. Só assim se compreendem estas duas estatísticas dos últimos dias:

Metade dos portugueses diz que o país está pior do que antes do 25 de Abril

Como é possível que quase metade dos portugueses ache que estávamos melhores no tempo da ditadura. Esses portugueses viveram sequer esse tempo? Ou não fazem a mais pequena ideia sequer de como era o país antes de 1974? Já bastou a barbaridade de elegerem num programa da RTP, Oliveira Salazar como o grande português. Tenham juízo e não brinquem com coisas sérias.

Estudo de opinião dá vitória larga a Cavaco à primeira volta

Engraçado como as sondagens agora viraram estudos de opinião. Será que assim se tem legitimidade para inventar o que se quer?
Não deixa de ser curioso o facto da Marktest falar em 61,5%. É que já em 2006 apareceu uma sondagem da Marktest uns dias antes das eleições a dar 61% a Cavaco (que teve depois 50,5% nas eleições). Essa mesma sondagem dava 11,5% a Alegre (que veio a ter 20,7% nas eleições).
A imprensa está a levar Cavaco Silva ao colo mas cabe a todos nós mostrar que pensamos por nós próprios e não naquilo que eles nos querem impor.

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