Políticos da treta

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Macário Correia, presidente da Câmara de Faro e, até há bem pouco tempo, um fervoroso opositor das portagens na A22 (Via do Infante), veio hoje dizer que as portagens naquela via são inevitáveis e que compreende o ponto de vista do Governo. Bastou o Governo mudar para a sua cor, que a sua opinião mudou totalmente. Então mas ele não deveria, acima de tudo, velar pelos interesses dos habitantes do seu município?
É por estas situações que a política em Portugal é uma merda e isto não anda para a frente. As medidas não são tomadas, defendidas ou criticadas por serem boas ou más mas apenas por serem do partido A ou B. Enquanto isto for assim, não vamos a lado nenhum. Mas olhando para os resultados das últimas eleições, é isto que a maioria das pessoas quer…

Uma dúvida…

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O que é uma “distribuição justa dos sacrifícios“? É aquela onde os políticos fazem o que bem querem com o nosso dinheiro, incluindo metê-lo no próprio bolso através de subsídios e apoios e depois quem recebe um misero ordenado pelo suor do seu trabalho é que paga mais impostos?

A encher os bolsos

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Continuo sem perceber porque é que em Portugal, quando se sabe que alguma coisa de ilegal acontece, as coisas morrem por ali. Não há investigações, não há culpados, não há reposição das verbas desviadas. O crime compensa.
Segundo um relatório da Inspecção Geral de Finanças, no Ministério das Finanças não há qualquer controlo sobre o que se paga e a quem se paga, pagando a quem deve e a quem não deve, a quem merece e a quem não merece. Em que é que isto vai dar? Aposto que em nada!
Ainda segundo o mesmo relatório, um terço dos bolseiros que receberam ajudas do Estado para tirar um doutoramento, nunca provou que fez o mesmo. No entanto, o dinheirinho lá foi parar aos bolsos. Porque é que as entidades responsáveis por estes financiamentos nunca pediram prova da conclusão do doutoramento? Além da culpa de quem recebeu dinheiro indevidamente, quem permitiu que tal acontecesse e nada fizesse para que esse dinheiro fosse devolvido ao Estado?
Porque é que estas situações continuam a passar impunes, o dinheiro a desaparecer dos cofres do Estado e depois eu, que nada tenho a ver com o assunto, é que tenho de pagar por isso, vendo o IRS e o IVA a aumentar?

 

EDIT: 2011-06-23  19:12:

Mais um caso, agora no exército.

Estão bem um para o outro

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Depois do povo ter eleito um Primeiro Ministro que apenas acabou o curso aos 37 anos e numa Universidade Privada e que de trabalho, só se lhe conhecem cunhas em cargos de administração nas empresas do amigo do PSD [Ângelo Correia], eis que o segundo partido do Governo, corre atrás dos tachos, ou pelo menos a isso apela.

Ai Portugal Portugal…

À rasca vs À mama

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Não ponho em causa a manifestação de sábado. Bem pelo contrário, aplaudo claramente o facto de que alguém tenha conseguido mobilizar centenas de milhares de pessoas a lutar contra a precariedade e a exploração no trabalho.
Sim, porque há muitas pessoas que são exploradas nos seus trabalhos, com a concordância das leis do estado e que andam eternamente a contratos a mini prazo, em trabalhos temporários que não o são e a receber o mínimo dos mínimos. E depois há ainda a pressão psicológica, a juntar à incerteza de ter trabalho na semana seguinte. Claro que no final do ano, as empresas para quem prestam serviços têm lucros astronómicos.
Para estes, força! Vamos lutar pelos direitos de todos nós, os trabalhadores que querem poder trabalhar sem a incerteza de não ter o contrato renovado na quinzena seguinte.

Agora o que eu critico é quem andou nas manifs a pedir emprego e a pedir a demissão do Governo. Isto é simplesmente aproveitamento político da situação. Em primeiro lugar, não pode, o Governo, arranjar emprego para toda a gente. Em segundo lugar, o Governo, bem ou mal, está lá eleito pela maioria dos portugueses. E, em democracia, as coisas funcionam assim. Podemos, e devemos criticar e protestar contra medidas específicas que sejam tomadas pelo Governo e que achamos que não sejam as correctas. Não podemos, nem temos sequer esse direito, de pedir a demissão de um Governo eleito democraticamente pela maioria, goste-se ou não dele.

E vamos agora ver o que vai dar isto

Que parva que és

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Se esta senhora acha que os licenciados ganham bem e têm emprego de acordo com aquilo para que estudaram, então desafio-a a:

– da próxima vez que for a um hipermercado pergunte à pessoa que está na caixa, as suas habilitações literárias. Provavelmente é licenciada.

– da próxima vez que ligar para um call center da EDP, PT ou qualquer operador móvel, provavelmente estará a falar com um(a) licenciado(a).

Estes são dois exemplos flagrantes de pessoas que, sendo licenciadas, são completamente exploradas, ganhando muitas vezes o ordenado mínimo e isto se não quiserem ir para o desemprego. E depois, aparecem as notícias dos lucros dos hipermercados, da EDP, ou da PT, com os seus gestores a ganharem milhões, mas à custa da exploração dos seus empregados.

O Governo cada vez mais cria condições para que estas situações se repitam, através da facilidade com que se fazem contratos temporários cada vez mais precários para funções que não são temporárias. Fecham os olhos a empresas que abrem e fecham sempre com os mesmos donos para fazerem a rotatividade das pessoas sem nunca uma empresa ultrapassar os limites da contratação temporária. E as pessoas, ou trabalham segundo estas condições ou vão para o desemprego.

Por isso cara senhora, vá chamar parvo a outro…

Por favor…

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calem-se!

Mais vale ficares calado e deixares as pessoas pensarem que és um idiota do que abrires a bola e dares a certeza!

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