A encher os bolsos

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Continuo sem perceber porque é que em Portugal, quando se sabe que alguma coisa de ilegal acontece, as coisas morrem por ali. Não há investigações, não há culpados, não há reposição das verbas desviadas. O crime compensa.
Segundo um relatório da Inspecção Geral de Finanças, no Ministério das Finanças não há qualquer controlo sobre o que se paga e a quem se paga, pagando a quem deve e a quem não deve, a quem merece e a quem não merece. Em que é que isto vai dar? Aposto que em nada!
Ainda segundo o mesmo relatório, um terço dos bolseiros que receberam ajudas do Estado para tirar um doutoramento, nunca provou que fez o mesmo. No entanto, o dinheirinho lá foi parar aos bolsos. Porque é que as entidades responsáveis por estes financiamentos nunca pediram prova da conclusão do doutoramento? Além da culpa de quem recebeu dinheiro indevidamente, quem permitiu que tal acontecesse e nada fizesse para que esse dinheiro fosse devolvido ao Estado?
Porque é que estas situações continuam a passar impunes, o dinheiro a desaparecer dos cofres do Estado e depois eu, que nada tenho a ver com o assunto, é que tenho de pagar por isso, vendo o IRS e o IVA a aumentar?

 

EDIT: 2011-06-23  19:12:

Mais um caso, agora no exército.

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Justiça: Crónica de uma morte anunciada

1 Comentário

Expliquem-me lá como é que pessoas apanhadas a copiar têm nota 10 só porque não havia data para repetir o exame. Mas repetir o que? Quem é apanhado a copiar, tem zero e terá oportunidade para a próxima vez de mostrar o que vale. Não há cá notas administrativas nem repetições. E ainda há quem ache bem!

Ah.. Mas esperem, estamos a falar da justiça portuguesa, aquela que cada vez mais dá razão aos criminosos e se está a marimbar para a verdadeira Justiça. Assim sendo, a decisão é perfeitamente normal. E está a formar devidamente os futuros juízes para o que eles vão fazer: enterrar ainda mais a Justiça.

Mais um que (não) cumpriu pena

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Como é possível que um homem de 40 anos, já condenado em Portugal a 25 anos de prisão por homicídio tenha cumprido parte da pena na cadeia e permanecido ainda 10 anos num centro de recuperação de toxicodependentes? E depois disto tudo ande já em Angola a matar a mãe e uma amiga?

Porque é que a Justiça Portuguesa teima em não fazer cumprir as penas a que os criminosos são condenados? Porque é que o crime em Portugal compensa?